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quinta-feira, 17 de abril de 2014

A véspera da bênção


Se ontem estava introspectivo, hoje praticamente li os textos sagrados e orei. Por mais que a minha fé Católica esteja em dia, vivo com intensidade o dia que se antecipam ao ritualístico da morte de Cristo. Sim, de fato isso mexe muito comigo.

Um dia apareceu o semeador de flores, e elas brotaram como espectros vegetais de magnífica beleza e esplendor. Ele pregou o amor, e deixou sementes necessárias para que pudéssemos conduzir e perpetuar a sua palavra.

Construímos templos de adoração, erguemos com as nossas mãos calejadas de caridade, obras edificantes e místicas para que pudéssemos ir ao encontro do saber místico e religioso, um oráculo de energizações purificantes e revigorantes.

Vou procurar ficar em silêncio durante esses próximos dias, busco a minha verdade particular. É bem certo que ela já existe, mas é preciso sempre lapidá-la para poder evoluir como pessoa e como espírito. Sou sabedor das forças místicas.

Amanhã estarei em plena comunhão com o próximo. Estarei com a minha família, jejuarei por saber que Ele também o fez, e ao fazer encontrou as respostas que tanto buscava para trazer a nós, com toda a sua sabedoria divina, a palavra abençoada.  


sexta-feira, 14 de março de 2014

O silêncio do deserto


Cristo com a sua sabedoria mística foi jejuar no deserto para encontrar o seu Pai. De lá foi tentado por vários espectros malignos que tentaram usurpar de Deus o seu filho em carne e osso, único e legítimo filho do Verbo.

No silêncio do deserto ele encontrou as respostas para o caminho que ele teve que trilhar. Um filho abençoado, humano, tão humano, mas inserido dentro do contexto da divindade. O filho de Deus nos deixou os seus ensinamentos.

Viramos as páginas da bíblia e encontramos o apocalipse de João. A forma metafórica como ele mostra um possível fim do mundo sempre me deixa com o pescoço arrepiado cada vez que releio. Definitivamente João estava em estado de transe quando escreveu sobre os doze selos.

Mas Cristo soube deixar os seus ensinamentos, o planeta o cultua e eu particularmente guardo dentro de mim o seu sentimento de amor. Não posso esquecer que fui criado dentro dos seus ensinamentos, de uma forma rígida mas prazerosa.

A fé é minha, e ninguém a tira. E ela move de fato montanhas, não poderia ser ingênuo ao ponto de questionar o seu poder salvador. Portanto a minha fé em Cristo cada vez mais me torna uma pessoa humilde e generosa com o próximo.

Busco sempre a perfeição, dentro da luz, dentro da espiritualidade, dentro de mim...  

terça-feira, 11 de março de 2014

As palavras do Profeta


A dor que Cristo carregou na cruz para libertar os humanos do pecado é até hoje sentida pela maioria esmagadora dos excluídos. Uns dizem até que o exército de Jesus era o exército dos excluídos, mas a grande verdade era que a sua humildade era sem tamanho.

Embora todos esperassem um salvador em cima de um cavalo negro e empunhando uma espada para salvar os judeus da dominação romana, Ele fez tudo diferente. Com uma humildade incompreendida, chegou nas portas de Jerusalém em cima de um jumento.

Esse gesto de forma alguma foi compreendido pelos judeus dominados, o próprio povo de Jerusalém escolheu a liberdade de Barrabás. O bandido foi solto, Pôncio Pilatos lavou as suas mãos, e o Santo foi para a cruz.

Essa questão das interpretações equivocadas das populações em relação aos seus líderes causam um abismo imenso na humanidade. A estória poderia ter sido outra. O amor foi pregado, a humildade e a tolerância, mas o povo queria a espada.

Jesus tentou preparar doze discípulos para reverberar os seus ensinamentos, mas mesmo assim, um deles o traiu. E justamente o único "zelote" dos doze: Judas. Dizem que ele era o que mais amava Cristo, e o entregou por não acreditar mais nas convicções do seu profeta.

Na espada ou no amor, as palavras de Cristo ficaram ecoando durante toda a eternidade, e não se dá um passo hoje em dia, que não se veja um templo de adoração à sua divindade. O místico e eterno profeta de Jerusalém é o personagem mais popular da nossa civilização.