Do alto das duas torres, observo com o meu sagaz olhar, as pessoas passarem pelas ruas da amargura. Observo e sei exatamente o que as levaram para tal sentimento. O não alcançar uma elevação espiritual transforma o ser-humano por completo.
Do alto das duas torres sei apenas que sou mero observador. Lamento por demasia não poder estar presente no cotidiano da introspecção das pessoas. Queria muito poder ajudá-las, mas não tenho poderes para ir além de uma observação.
Do alto das duas torres sei exatamente onde posso pisar. Foi de lá que subi, degrau por degrau, para definitivamente alcançar o seu topo. Não é tarefa fácil para conseguir esse feito, tem que ter fôlego acima de qualquer coisa.
Do alto das duas torres jogo a destreza do caminho que deveria ter percorrido há muito mais tempo. Mas era jovem e sei que perdi muito tempo entalado em uma vida profana que não me levou a lugar nenhum. Mas primeiro as primeiras coisas.
Do alto das duas torres vislumbrei um caminho. E esse caminho sigo hoje com a maior das convicções. Convicção que vem de dentro do meu semblante astral, a minha metafísica e metabolismo que se misturam em uma coisa só.
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