terça-feira, 22 de abril de 2014

Da inconfidência à morte


A celebração deste feriado prolongado me colocou em equilíbrio pleno e absoluto. Jejuei na sexta, e comi o peixe do domingo ao lado da minha amada família. O domingo de páscoa foi muito elevado. Mas a segunda feira se comemorou o dia de Tiradentes.

Joaquim José da Silva Xavier, um mineiro que além de ser conhecido como o que extraía os dentes da população local, era um político revolucionário. Ele foi o primeiro homem a surgir como uma grande liderança para tornar o nosso País republicano.

A monarquia já abusava por demasia das nossas riquezas. Portugal tinha uma super província continental onde alimentava com o mais alto luxo e glamour a sua corte. Era preciso se fazer alguma coisa, e além das influências externas, fatores mundiais e religiosos contribuíram em muito para a inconfidência mineira.

A reforma econômica da metrópole portuguesa de Dom João V instituiu medidas que garantiam o Quinto, imposto que obrigava os residentes das Minas Gerais a pagar, semestralmente, cem arrobas de prata, destinadas a Real Fazenda.

Surgiu e logo foi desarticulada pela coroa a inconfidência mineira. O único que assumiu a responsabilidade e foi condenado à morte foi Tiradentes. Num ato que seria para mostrar a força da monarquia, acabou em um clamor social negativo para a coroa.

Numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado em praça pública. Por ironia, um membro da realeza, posteriormente, proclamou: "Independência ou Morte"! Mas essas são outras estórias. A vida é surpreendente, o Brasil, um país singular.

Tiradentes um mártir! 

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