Foram os ventos que vieram do norte, bem além do horizonte, que trouxeram para o nosso convívio as gaivotas do esplendor. Elas vieram e anunciaram a epopeia do redescobrimento pessoal, para que que eu pudesse alçar ares mais exuberantes.
E da beleza que elas me mostraram ao sobrevoar um céu infinito e deslumbrante, nos mostrou a verdadeira estética do auto-conhecimento. Ela é pura, está livre de todas as mazelas que carreguei quando estava iludido por uma situação irreal.
Rogo todos os dias por poder vislumbrar hoje a realidade que sempre lutei em não reconhecer. E devo isso ao misticismo que sempre me acompanhou para onde quer que eu vá. Levanto minhas mãos para os céus cada vez que me deparo com essas certezas.
E as gaivotas voam em cima de um magnífico mar. Revolto, espatifando sua correnteza e ondas nas pedras que se colocam como os arrecifes naturais do nosso cotidiano. Elas voam por mais qualidade de sonhos, é preciso sonhar com firmeza.
Sim, sei que meus sonhos são de fato reais, pois o firmamento que fiz a mim me transformou em uma muralha de uma edificação sólida e bela. Como as gaivotas do esplendor, que não me deixam um resquício de incerteza em relação aos fatos místicos e metafísicos.
Eu consigo observar tudo...
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