Tenho as minhas convicções políticas, e me preservo no direito de mantê-las sob sigilo. É preciso entender que se o voto é secreto, podemos levar as nossas convicções ao anonimato. Já atuei nas várias esferas durante toda a minha vida.
Na minha juventude fui extremamente politizado, de forma muito atuante. Porém o golpe militar causou um desastre dentro de mim. Constituí família, durante a ditadura, vi parentes meus serem torturados e até mortos.
Mas eu tive que criar os meus filhos, e naquele momento preferi o anonimato. Me deslumbrei com a queda da ditadura, e me emocionei tanto nas eleições para governador em 1982, quanto nas "diretas" já em 1984.
Dei o meu primeiro voto depois de um eleição indireta, mas que nos libertou da ditadura. Vi vários civis comandarem o meu país, e sempre tive as minhas ideologias. Hoje, independente da minha convicção política, vi a democracia funcionar.
E se a democracia que representa o Brasil, escolheu seu presidente, então que ela seja a vontade do povo. Sei o que me representa e o que não me representa. Mas hoje estou descendo a ladeira, muito atuante é certo, e prefiro me recolher ao lado místico da vida.
Caminho assim, sem muita preocupação com as ordens e desordens. Busco o meu equilíbrio pessoal.
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